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riscos_e_rabiscos

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Alívio Atmosférico

                                              

 

Ainda não tinha tocado no assunto mas hoje chegou o dia. Além do mais devo acrescentar que, como visionária e governante que sou - cof! cof! -, já tinha implementado a tão famosa medida, desde Agosto,  nos meus domínios (entenda-se casa e carro).

 

Como é minha prática diária, fui tomar o meu descafé ao café do costume. Senti logo uma grande diferença no ambiente. Aquela neblina e cheiro característico do tabaco tinha desaparecido. Até o descafé sou me melhor!

 

Também já fui uma moçoila de fuminhos de tabaco. Então no meu ano de estágio, a tensão foi tanta que eu não fumava, comia-os!!! Por isso, compreendo perfeitamente a necessidade de quem fuma. Mas sempre houve uma diferença entre mim e os outros: eu nunca tive vício. Tanto podia fumar um cigarro hoje como fumar o seguinte daqui a dois meses sem estar com aquela ansiedade. No fim do estágio nem podia ver cigarros à frente. Depois fumava um cigarro em casa com o N. – que é fumador. Mas cada vez foi rareando mais o fuminho.

 

A partir do momento em que fui operada, por mais estúpido que vos possa parecer, não consigo tolerar o fumo do tabaco e nem sequer consigo dar uma passa num cigarro. Blargh!

Claro que a medida de fumar fora de ambientes fechados, foi implementada na minha casa já há algum tempo e agora fuminhos só à janela. No carros, só com as janelas abertas senão fico logo maldisposta.

 

Costumo ir a dois cafés aqui na zona onde era permitido fumar. Um deles é grande e não se sentia tanto o fumo. Mas no outro é muito pequeno e tem as mesas muito juntas. Escusado será dizer que estava sempre empestado de fumo. Em cada um dos cafés há os comedores-de-cigarros-que-todos-abominam. No maior é um gajo que era insuportável estar-se perto dele. É uma autêntica chaminé ambulante e são cigarros a seguir aos outros. Desconfio que acendidos com as beatas que vai apagar.

No café mais pequeno, para além de fumadores singulares (muitos!), há um grupo muito temido: o das educadoras de infância! São algumas 5 ou 6 e todas fumadoras! É horrível estar-se perto delas.

 

Compreendo que para as pessoas que não concebem um cafezinho sem um cigarrinho, seja uma fase difícil. Compreendo que não lhes tenha agradado mesmo nada esta medida mas agora vou puxar a brasa à minha sardinha: o ar está respirável, não levamos com fumo e cheiro que não queremos, podemos beber a nossa bica tranquilos, não ficamos com aquele cheiro terrível na roupa e no cabelo e até os bolinhos estão mais saborosos!!!